sábado, 7 de setembro de 2013


PROSA-POEMA A QUATRO MÃOS

(Inspirados por Assis Freitas)

Por que você escreve poesia? 
Por que as palavras saem assim tão brotadas?
Se explicar parece querer engarrafar o azul do mar.
E explicando, ainda assim é a poesia que socorre e dá este jeito de acordar a qualquer momento.

Perguntas? Respostas?
espreitam nas entrelinhas 
tudo o que não cabe em mim ,esparrama,
as vezes em poesia.

Ah em mim, parece água que mina,
não jorra
é o molhar a boca seca 
bem devagar...

Se mina vem como bica perene e constante,
se jorra esgota logo,tudo que causa impacto pode ser efêmero, fugaz,
passageiro.

Os dois processos são fantásticos
Um requer cuidados. É como se a inspiração fosse mais rápida fazendo fugir as palavras. 
O outro, inspiração e palavras saem na mesma proporção e caem cachoeira abaixo, inesgotavelmente.

Assim somos pólos diferentes se complementando...
É por isso que quando nos encontramos
Brotamentos acontecem,
instantâneos!

Caramba, explicamos o inexplicável? 

Então que seja como um chafariz,
com um jorro forte no centro alimentando as margens sedentas .
Assim todos se saciam das efemeridades, das fontes perenes.
Que brotem e nunca sequem!!!

Fizemos um poema a quatro mãos...deu conta?

jorrou..
pingou.

José Reginaldo da Silva e Silvana Mendes

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