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Mostrando postagens de Fevereiro, 2018

Obra inacabada

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A pureza da pipa colorida Pela ingenuidade empinada Buscando equilíbrio no vento...
A crueldade do anzol que Aprisiona e encarcera, Limitando o nadar do peixe n’água...
A inquietude do pássaro Cerceando o direito ao céu Voando baixo no entorno da armadilha...
Os bichos assustados Com o barulho sem sol De um amanhecer chuvoso...
Nada de novo, de novo, Nesta peça ensaiada Executada como rotineira imperfeição.
Esta construção descomunal Em se tornar o colosso exemplar, Referencia de ninguém.
Somos uma base sobre a areia... Na beira do mar tomba, arqueia, Desmorona como um castelo de nuvens.
Às vezes temos asas Noutras vezes rastejamos. Mas nas vezes que voamos Desejamos o pouso.
Onde pisas E deixa rastros Deixa um pouco do seu cheiro.
Viajante, passageiro... Sendo flor de outro janeiro Que entrou em fevereiro por teimosia.
És um jardim de folhas secas Embrionado renascer, Ainda por vir...
Enquanto hiberna o broto em preto e branco. Nas cores de um foto dissonante e sem foco Das viagens…

O rito do fogo

Vestida de si, de cheiros. Sedas e transparências, Se desnuda em pelo Ao apelo da carne... Sede.
Doce cadência Nefasto Beijo Fogo na boca Lascívia, desejo.
Volúpia adensa Ardência Encandeia alma Sussurros gemidos.
Na pele feromônio Exala entrega Suor, sua senda... Alcova.
Tenra maciez ao toque Devorador das mãos, Rende-se anarquia da Contumaz sedução.
Onde o verbo e carne Se funde na alquimia do gozo, No orgástico encontro Inconsciente no sonho.