sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Cheio de nada"



Vazio,
oco,
um buraco cheio...
Espaços.

Alamedas do sem fim,
caminhante triste,
sem horizonte...
Perdido.

Grita no silencio,
nem o vento quer ouvi-lo,
ocupado com o balanço das folhas secas.

Cheio de nada,
repleto de coisa alguma,
quer dividir o que farta
de suas lacunas.

Não adianta,
a lira hoje não virá.
Acho qué mesmo assim...
Fugiu de ti.

Sem prosa,
sem rima,
sem verso,
só mais um ócio,
ante ao abismo.

Agonia,
não tente entender,
vazio...Não conseguiria. 

Reginaldo

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