segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Sobre o Homem sujo da praça... "


Toda lucidez se foi,
toda crença se desfez,
alienou-se os sentidos,
a razão esvaiu-se.

Agora vaga nas paginas
do bloco de anotações...
Rabiscos de silêncios
que gritam socorro.

O mundo todo não lhe foi suficiente,
sua carência de profundeza
o fez mergulhar na vastidão dos teus confins,
isolou-se dentro de si!

Atravessa desertos incertos e áridos,
paradoxos entre vidas,
se morrer não faz sentido?
Porque abraça a certeza que ignora?
Porque chora as vezes sem motivo?

Não tente o mundo cá fora,
compreender está loucura,
o paralelo estabelecido
delimita o normal que foge as normas.

Não,não tente!

A Norma que ele considera,
é Dona da Pensão lá da esquina,
irmã de Dona Dirce,
que vez e outra escorre olhar doce de pena por ele!

Mal sabe ela(Dona Norma) que esta doideira toda,
foi o meio dele se ver livre dos tormentos,
cansou dos sonhos de felicidade...

Descobriu a Paz na insanidade!

Não conta as horas,
não marca o tempo,
mora na praça,
fala com vento,
brinca com chuva,
gosta do sol,
não sente dor,
amor,paixão,
não tem noção,
razão,nem chão,
seu mundo é ele
e o que guarda de solidão.

Louco?


Reginaldo

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