terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"INÉRCIA"



Num tronco velho caído
da fileira de carvalho,
sentas atormentado,
por não achar o atalho.

Perdido em pensamento,
sob o rumor dos pássaros
a floresta rebate o silêncio
no calar dos teus passos.

a escuridão que vendas,
dos teus olhos as sendas,
talvez um dia desvendas
o segredo das veredas!

Uma clareira apenas
é o que desejas olhar,
algo que lhe traga alívio,
que lhe permita andar.

Neste sonho pesadelo,
neste medo enfadonho,
despertar pra um outro dia
expulsaria teus demônios!

Será?

Não são teus os demônios?
Então de nada adiantaria outro dia,
cheio de luz e claridade,
não haverá mudança alguma
se for mentira sua verdade.

A floresta densa onde te escondes,
são engôdos do teu imaginar,
tu és teu próprio diabo,
tua salvação a te condenar.

Vai o dia ,vem a noite,
outro ano de açoite,
você que quer mudar o mundo
faz sempre as mesmas coisas!

Impossível qualquer vislumbre,
neste inóspito terreiro,
para mudar o mundo meu caro...
Vais ter que mudar primeiro!

Reginaldo

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