segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"DEU LHE ASAS E ABISMOS"



Do nada anseia o voo,
porque nada mais resta,
o caminho se finda,
onde se abre uma fresta,
rota de fuga,abismos,
desaloja as asas,
atrofias um tempo,
não sabes voar ,
mas se joga!

Tens coragem,
o portal é passagem,
é começo da miragem
que lhe roubara o sono,
tormentos e pesadelos,
segredados ao travesseiro,
no inconsciente do sonho,
quase inconsebível!

Agora vês além da cama,
onde mucama vassalava,
aos impropérios do teu senhor,
és dona do teu destino,
a beira do precipício,
respira o ar do mar,
alforriou-se!

Sois ondas espumantes,
asas de súbito voos,
livre como o vento,
livrou-se dos tormentos,
aqui jaz todos os murmúrios,
lamurias e sofrimentos,
Enfim,a chave do tempo,
permite o recomeçar...

O passado virou pó,
o futuro não causará dor,nem dó,
Desatou-se o nó,
o elo da escuridão rompeu,
com o desejo de ir e vir negado,
renegado a servidão,
veio a sorte travestida de morte,
lhe abrir a senzala.

Nem senhor ,nem patrão,
senhora de si agora...
Tens tua Libertação...Vá,
o presente é voar!

Reginaldo

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