terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"VOO DE PEDRA"



Uma pedra para voar,
dorme em paciência,
espera pela ação do tempo,
por si e só.


Depois vira pó,
se joga no vento,
sem lamento
nem murmúrio,
espirito,
mercúrio.

asas pra que te quero,
sou do vento amigo,
que me leva consigo,
e nada espera.

Agora sou pedra,
sou pó,
posso voar...

E buscar teus olhos,
lacrimejar,
faze-la chorar.

Deixei de ser no sapato,
pra ser no olhar!




Reginaldo




Um comentário:

  1. Maravilhoso! Desde os primeiros versos, o poema nos fisga: bravo!

    Beijos,

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