quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"LIVRO DO MAR"



O Mar quebra na praia,
com a suavidade das plumas,
livro-me de toda carga,
do peso dos pesadelos,

volto meus olhos pras águas.

Leio nas ondas que quebram,
mensagens azuis,
que me trás o destino.

Leio no livro do mar,
historias de era uma vez,
homem ainda menino.

Segredos de um gigante docente,
querendo revelar-se.
Atenta miscigenação de azuis,
olhos de menino discente.

O barco de papel,
não vai navegar,
hoje o mar não leva nada pra dentro de si,
hoje é o mar dentro de mim.

Livre o menino,
quis roubar o azul do mar,
aprendeu ouvir no silencio,
que se fez revelar.

O mar quando quebra na praia,
quer historias contar,
historias azuis,
Que aos olhos meninos,
faz-se encantar.

E amar o mar!


Reginaldo 

(Imagem sugerida por meu amigo Emerson Bardo)

Um comentário:

  1. Quase podemos ouvir o som das ondas quebrando, feito as páginas de um livro, ao serem viradas. Como o mar, o texto flui ao sabor das superfícies tranquilas e dos mistérios profundos. Que maravilha isso de misturar paisagem e poesia! Abraços, poeta!

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