segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

"FILOSOFIA SOBRE ENCURTAMENTOS"



...Não gosto de extintores,
ou tudo que remete ao fim.

Deixe o fogo alastrar,

deixe a água correr,
deixe a arvore crescer,
deixe-me viver...
Não gosto de extintores!

...Mas gosto dos nasceres!

Da vida das flores.
da curta vida das borboletas,
da longevidade das tartarugas,
da lisa pele de um bebê,
e dos anciães as rugas.

Gosto das ruas novas,
de novos rumos,
de novo dia,
da lua nova,
de novos desafios.

Não gosto de extintores!

Por isso cultuo o velho...
Amor,sabor,odor e saudade,
se não os tenho na vista,
no ponto.
Mudo o ponto de vista.

Mas gosto dos nasceres...

Faço renascer todos os dias,
o velho amor,
o velho sabor,
o velho odor e a velha saudade,
sob um novo ponto de vista.

Porque gosto dos nasceres,
das vertentes,
dos nascedouros,
das fontes,
dos brotamentos!

Mas tenho finitude,
não sou perene,
tenho até um naco de sorte,
por renascer todos os dias...
Mesmo sob a batuta da "morte".

Mas ela sabe!

Não gosto de extintores!



Reginaldo 03/02/2014

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