segunda-feira, 29 de junho de 2015

"PLATÔNICO"



A noite cai em silêncio,
despenca sobre mim
uma angustia infinda...

Solidão se mostra na escuridão,
clara e latente,
como a lua cheia que passeia lá fora!

Espreita pelos olhos das fendas,
o claro do corpo,
o lume da alma!

Estreita percepção da beleza,
das curvas tentadoras,
do cio carnal!

Desvai-se os olhares embrenhados de volúpia,
nas frestas entre abertas,
pelo desejo utópico!

Desfaz-se das mascaras,
o quebra-cabeça interminável,
ainda por montar uma história!

Minha vida sonda ao longe,
minhas mãos não conseguem tocar,
meu desejo arde por não te amar!

Só em imaginar a possibilidade
de não existir!

Reginaldo

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