sexta-feira, 29 de maio de 2015

"O PESO DO VOO"



Paira sobre mim uma incerteza,
À invadir o meu silêncio!
Então,gritos mudos ecoam
nas alamedas dos meus medos.

Minhas asas de rastejar,
são pesos mortos sem o céu.
Flutuo em passos perdidos,
incertos do final da trilha.

A vida rompe o casulo,
um bulbo agora voa sobre o jardim.
Um tronco seco de amoreira,
exibe sua força verde em broto.

Ha ainda ovos quebrando pra luz do dia,
na solidão do ninho do beija-flor.
A lua sempre arredia,
espia no fundo do corredor,
Tem receios que o sol,
cegue sua visão noturna.

Vejo ainda no romper de outro dia,
uma euforia repetida,um ritual metódico...
Eu,ante esta explosão avivadora,
quero algo diferente...Dissipar minha incerteza!

Minha truculência evidencia,
insensível falta de essência...
Não entro na dança da vida,
não entendo este canto solto...

Devo mesmo estar vivo?
Ou morrendo aos poucos?

Reginaldo

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