quarta-feira, 27 de maio de 2015

"DIÁFANO"




-Porque o silêncio atrai,
deixo-me ir...
Nas cores das asas,
na mansidão do mar calmo,
no azul dourado da tarde,
no véu negro da noite...

-Porque a noite é silencio,
ouço-me...
Ouso-me a me escutar calado,
o pio dos seres noturnos,
o balbuciar reveledor dos ventos,
a alma inquieta inquilinada
num corpo inerte,
louca pra voar.

-Porque o siêncio é mudo,
descifro-me...
Nas estrelas poucas,
venerando a Lua cheia,
invadindo os vales,
revelando as sombras,
sobras de uma ausência...

Porque a solidão do poeta,
nunca é solidão de fato e
seus silêncios são ensurdecedores!

Reginaldo

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