sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

"QUANDO GRITA O SILÊNCIO,SOU TODO OUVIDO"



Louco um pouco,
busco a boca do calabouço,
estreita fuga para um poema!

Na fuga deixo escapar,
aspas,pontos e reticências,
o avesso do verso!

Aquela estrofe sem fim,
frase inacabada,sem rima,
prosa sem graça...

Deserto de Adélia Prado,
a morte dos versos de João Cabral,
palavras rebeladas.

Fogo da Fênix!

Só cinza,pó e poeira,
a certeza da poesia
é não ter hora...Nem dia!

Reginaldo

Nenhum comentário:

Postar um comentário