quinta-feira, 14 de agosto de 2014

"RE-BENTOS"



Poetas,
portais onde entra toda atemporalidade!

Portas semi aberta pro tempo,
sem nenhum compromisso com
passado,presente ou futuro...

Aberta pro escuro,
pro desconhecido,
cansado de solidão.

É quarto crescente de lua,
em noite cheia de ventania,
que faz bater as janelas.

São palavras que ninguém disse,
soltas na imaginação,
que procuram por mãos
que as decodifiquem.

Assim remoendo em dor,
uivos silenciosos rabiscados no papel,
são rebentos,filhos de uma loucura.

São teoremas,
formulas indissolúveis,
são dilemas de uma inefável essência.

Este parto é só mais um poema,
solto em algum ponto do tempo,
a espera do vento.

Que lhe mostre o mundo,
com outros olhos.

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