segunda-feira, 25 de agosto de 2014

"A TRAVESSIA"

Desejo de fuga,
pro vão livre do céu,
um corpo inerte,
de súbito sob o chão.

Foi acordado com o tempo,
que lhe roubou o sentido dos passos,
deu asas ao seu pensamento,
agora nega-lhe o voo.

Furtivo e arredio,
o desfez de sua vivência,
Voa inefável  inconsciente,
singular aptidão pelo alto.

Alma carregada de vazio,
desfez do corpo carcere,
rompeu as amarras do real,
e libertou a passarada.

Revoa como aves de rapina,
nuvens negras violadas
tange o azul do céu, 
com um cinza sombrio ainda desconhecido.

Descortina nova jornada...


Reginaldo








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