quarta-feira, 9 de abril de 2014

"FILTRANDO SONHOS"





Amanhece alma molhada,
orvalhado pensamento,
sentimento umedecido,
de tão rasteiro tantos sonhos.

Revelam o peso,
viagem insólita,
fundo do poço.
escuras entranhas.

Embrenhamentos distorcidos,
sem coordenação,
tua sentença,
tua condenação.

Abismos teus,
sonhos,sem beleza,
só dureza e pedras no pisar,
neste pesar que não finda.

Caminhos noturnos,
que sempre trazem de volta,
turbulentos andares,
inconsciente presente.

Culpas involuntárias,
aventam nos olhos,
apavorado despertar,
fonte de lagrimas ressentidas.

Molhados sonhos,
maltratado dormir,
encharcados olhares
serenidade roubada.

Não lhe resta mais nada,
toda escuridão lhe caiu,
passa a noite ,
desperta vivo por um fio.

Vivo,da graças a luz,
abre assustado os olhos,
ainda lacrimejados,
poe-se de pé e vai!

Abraça o dia ,
a luz e alegria,
não é da sombras,
gosta da fantasia.

Desperta,abre a cortina,
uma prece ligeira,
um café preto no copo,
vai pra trincheira.

Luta que segue,
labuta diária,
rotina temerária,
sina,destino...

Relicário.


                                                                                                   Reginaldo

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