terça-feira, 22 de setembro de 2015

=SUBLIMAÇÃO"


....quando eu me for,
tirem do meu pulso o relógio,
o tempo marcado acabou...
Já não o tenho mais!
....tirem também minha aliança,
e todos os adornos que houver,
levarei somente o Amor...
Pra onde for!
...Chorem as lagrimas
que desertou em minha fonte,
que seja vertente alegria...
Estas eu choraria!
...Que a saudade seja o elo
do meu pôr do Sol,
sereno e Belo...
Meu fim de tarde!
...Quando enfim a vida
deixar ruir o castelo
sobre o abismo da dissipação...
Serei ruínas sob o rochedo!
...Meu passos serão asas
na mare baixa,pois que a vida
liquida evaporou...
Em densa nevoa!
...O inerte corpo incólume,
sumirá no mar dos olhos de quem ficar,
saudoso do voo que farei...
Sobre o espelho D'Água!
...Desnudo de tudo que juntei,
somente munido da leveza
dos versos que deixei...
Escritos na areia da ampulheta!
Credito da imagem: Branimir Jaredic

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