terça-feira, 8 de setembro de 2015

=Real-mente Verdade=















Para o tempo nos sonhos,
não se ouve o batido do ponteiro,
As horas sem importância,
a cabeça no travesseiro.

Embarco em águas serenas,
nunca a deriva,
meu barco desfila,
além da esquina do sono.

Meus pés tocam o porto,
pisam a grama verde,
encantam meus olhos
as calêndulas multicores.

Corro como bicho solto,
livre do fardo de viver...
sem amarras,sem prisão,
com as gaiolas sempre abertas.

Sou um pássaro migrador,
sutilizando o voo,
minuciando o céu,
sem mensurar os riscos.

Não tenho medo do menino
com o bodoque nas mãos,
tenho a sombra dos galhos,
a camuflar proteção.

Mas a viagem é fugaz,
ouço o apito do barco,
é hora de voltar,
atravesso sem querer o travesseiro...

Ouço a batida do ponteiro,
as horas com importância,
fazem pressão no tempo,
que abre as cortinas.

é dia lá fora,a noite foi dormir,
volto ao ponto inicial,
a prisão,ao farto pesado,
a contar tudo igual.

Pois até os sonhos são passageiros,
sem rumo,sem roteiro,
sem final...

De conluio com os ponteiros...
Que seguem as batidas!

Jose Regi Poesia

Imagem de Dali

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