segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Hela"



Amanhece,
entra pela janela do quarto
um sol de caricias suaves,
aquecendo aquelas silhuetas
desnudas sobre o lençol.

Na soleira da vidraça,
no vaso de onze horas,
canta os passarinhos
tentando acordar a flor.

Desperta do sono,ainda longe de si,
sai meio zonza da cama...
Olha pro tempo lá fora,
boceja e agradece ao azul do céu,
pela vida em prece.

Mesa posta,
senta de frente ao sol
que já tomou seu lugar na mesa,
para tomar o café.

Segue assim a vida,amando,
cada segundo que lhe é doado,
com a intensidade que sabe do fim,
mas que não conta com ele.

Assim eterniza,vai ficando,não vai embora,
assim se marca no sopro da vida,
deixa teus rastros pro vento apagar,
ou segui-los!

Pois que o vento,também
não encontrou o sossego,
nem seguidores!

Jose Regi Poesia

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