quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"OLHAR DE PASSARINHO"


Da janela abre o tempo,
do mudo silencio em grito,
amanhece orvalhado
o capim do meu jardim.

A noite chorou...!

Por medo da escuridão
e do abandono da lua cheia,
que lhe negou o clarão.

Meu quintal é um sertão
de canto e encantos amiúdes,
onde os pássaros brotam
com o alvorecer.

Aqui dentro recluso,
uma alma engaiolada,
que deixa os olhos voar
para além do jardim.

Este olhar é passarinho,
que aceita o espinho,
mas não abre mão do pouso
suave sobre a rosa.

Reginaldo

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