domingo, 7 de setembro de 2014

"ALMA DE BORBOLETA"



Tens lirismo na alma,
assim silencioso,
qual voo de borboleta.

Tua serenice não difundi
o conflito armado
que travas em teus confins.

Dês-voa e pousa,
resiliente senta parada
a beira do córrego.

Este de curso lento e manso,
passante efêmero,
qual vida de borboleta.

Dura apenas uns voos,
um sopro e pronto,
asas ao chão e barro outra vez.

Anseia ninfa acasulada,
pelas mãos ávidas do oleiro,
que lhes devolvam a calma.

A lira e voo...!

Reginaldo

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