sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"HA FLOR NO ESPINHO"



Meus olhos se perderam,
nas curvas dos teus caminhos,
das rosas dos teus canteiros,
só talos e espinhos.
Secos!

Foi-se o encanto,o viço,
o veludo da pele,das pétalas,
foi tanto choro,tanta lágrima,
que foi murchando,murchando,
Murchando...

Aos poucos retornando ao pó,ao chão,
sumindo ao tempo de recomeçar,
mas tinha uma carta na manga,
a chave do amanha!

Deixou cair seu coração,
no solo sedento de vida,
veio,a chuva,o vento,
gravido o tempo eclodiu!
Brotamento!

Deu luz à escuridão,
os olhares se encontraram de novo,
na bifurcação dos canteiros,
no raiar de outra estação.
Primaverou!

Reviçou o jardim com verde,
musgos,limos e flor,
quebrou o casulo a crisálida
recomeçou.

Hibernou pro tempo da secura,
guardou em si a essência do ser,
desabrochou em tempo,
de saber que o tempo todo era...
Amor!

Reginaldo

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