sábado, 15 de novembro de 2014

"SELVA DE PEDRA"




Hoje é o dia,o momento é agora,
a porta do tempo se abre
escrevo o que me sobra,
um pouco do que se sabe.

A história é bem simples,
como que fosse lenda,
mas é tão corriqueira,
como coisa que se entenda.

Havia uma selva de pedra,
cor de concreto cinzento,
terra não se sabia,não se via ou pisava,
tudo era asfalto e cimento.

Mas havia também um recanto,
no meio da fortaleza,
que atraia os olhares
por seu fascínio e beleza.

Era lindo este oásis entre as edificações,
asas,arco-íris,flores e claridade,
água fresca,uma praça,um banco,
muita felicidade.

Ali os pássaros em harmonia
cantavam ao balanço do vento,
enquanto os homens cegos,
murmurações e lamentos.

Naquele banco da praça,
sentava por vez uns loucos,
que cismava as vezes de recitar,
poemas de outros...Poucos!

Havia um naco de luz,
arauto de outros dias,
pois os pássaros dali,
ainda inspiravam poesia.

Afinal era uma praça,
reserva de encanto e graça,
onde toda aura clara emanada,
destoava dos dias escuros de fumaça.

Isto era logo ali,
na esquina do pensamento,
pertinho do imaginar,
vizinho do entendimento!

Este lugar existe de fato,
não é delírio de poeta,
basta olhar ao entorno,
para ver o que nos cerca.

Esta praça sou eu,você,nós
sufocados pela correria do dia a dia,
A pretensão deste poema,
é só espalhar poesia.

Desanuviar a alma esgarçada,
pela rotina cegante,
faze-lo parar um pouquinho,
descansar um instante...

Pra ver que o trem passa,
observar que a vida não para,
o dinamismo do tempo
vai nos levando embora.

Pense,viva,sinta,
ame como nunca agora,
quebre o encanto mecanizado das coisas,
ilumine e faça sua hora.

não aceite a dureza como regra,
a frieza como norma,
sensibilize e abrace e toque,
enquanto a vida está morna!

Ainda ha calor,
ainda ha euforia,
enquanto haver sonho e utopias,
não descansará a Poesia!


Reginaldo

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