sexta-feira, 7 de junho de 2013



"SENTIDOS"

Já passava das dez da manha,
eu ainda estava longe,
pouco depois da meia noite.
Numa viagem maluca,
com coisas estranhas,
gente estranha...
O galo não cantava pra mim.

Caminhante sem destino,
por estradas abstratas,
forjadas pro meu andar.
Quebra-se o silencio...

Ouvi-se algazarrar dos pássaros,
senti-se o cheiro da relva fresca,
o gosto do orvalho mistura-se
ao paladar matinal.
Vejo que...
Percebo...
Acabou a viagem,
interrompida está,
por enquanto...

Toco o chão com os pés,
abro a janela com as mãos,
descortina a minha frente o dia
que se faz alto e claro.

Há a vida ...

É hora de trilhar outra estrada,
agora menos estranha
e com gente conhecidas.
Vou preparar o corpo
para a partida...
Embarque as onze e meia 
mais ou menos.

Retomar a viagem ...
Maluca dos sonhos.

Reginaldo

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