terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Estalo lúcido de uma insanidade



Definitivamente não sou Poeta,
Não com esta magnitude que reza o Poema.
Pois vivo a abrir gaiolas,
A cantar passarinhos,
A colher jardins em flor,
Em meio às pedras do caminho
Que não chegam nem ter musgos

Não sou Poeta,
Falo da Lua como uma eterna musa,
Me pego a noite caçando sua presença,
Vigiando seu desfile,
Em voos solitários e imaginários,
Uma vez que a terra firme
Quase sempre me é areia movediça
Numa ampulheta a escoar o Tempo

Não sou Poeta,
Quando meus contrários
São avessos a outros olhos,
Quando o real dos outros olhares
São distorções que a cortina ofusca,
Sem que eu perceba as curvas sedutoras,
Quase virgem das estradas,
Onde transitam minhas mistificações ignoradas

Não, não sou Poeta,
Sou um Bruxo,
Um místico
Outra coisa qualquer,
Um Louco talvez!


Jose Regi

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