domingo, 29 de junho de 2014

"SINGULARIDADE"



Rabisco mau traçado,
contornos amargos,
sombras escuras,
nuances cinzentas,
tristes cantos,
atritam em meus ouvidos.

Melhor desenhar o silencio,
esse que grita conjecturas,
que realça o lume dos olhos
tentando me impor a luz.

Quem sabe no fim deste esboço
ao qual rascunho de próprio punho,
consiga descifrar ao menos
algo que pareça meu.

Nem que seja a lagrima
que borra a assinatura,
tornando o real em abstrata,
inacabada obra de viver.

Pois a noite todas as cores são negras!

Reginaldo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

À PRIMEIRA VISTA

  Um dia que não hoje se não me foge a memória Numa noite de novembro, Relicário, eu me lembro Nossos olhos se cruzaram Como rai...