
Nada mais me resta,
que olhar pelas frestas,
sua silhueta.
Traçar na memória
qualquer que seja a historia,
que tenha beijo no fim.
Ai nos braços da sombra
sentir então o frescor,
do amor orvalhado,
Colher lírios do campo
antes do sol nascer
só pra molhar os pés.
Depois com as flores na mesa,
puxar a cadeira ,servir o café,
olhar em frente ao vazio.
Sua imagem retida
na menina dos olhos,
ainda esconde a mulher.
Que senta comigo
todos os dias pela manha,
na esperança do reencontro.
Só saudade amanhece,
essa não esquece
de me lembrar você.
Nada mais me resta,
se não olhar pelas frestas,
que você deixou aberta ao sair!
Reginaldo
Nenhum comentário:
Postar um comentário