volúpia
quero me perder nos seus confins
sem sentido, dormir a sua sombra
despir suas vestes, sedas e cetins
revelar o desejo que me assombra
possuí-la, vê-la entrar em erupção
ouvir sua boca sussurrar meu nome
no azul de seus olhos, nua
imensidão
o feitiço da mulher sobre o homem
depois do encontro à beira do
sonho
soltar as amarras da embarcação
navegar as cegas, isento de
vergonha
ancorar na solidão de uma ilha
deserta
esperar a noite roer a realidade
dura
enquanto de sobressalto...me
desperta.
josé regi






