sábado, 13 de junho de 2026

À PRIMEIRA VISTA

 



Um dia que não hoje

se não me foge a memória

Numa noite de novembro,

Relicário, eu me lembro

Nossos olhos se cruzaram

Como raio corta o céu,

Meu olhar perdeu o véu

Quando enfim te encontrou.

Me cegou completamente

Para as luzes ao redor

O silêncio que se fez

No romper da timidez

Foi abismo...

E me abraçou.

 

Avassalador o sentimento

No eterno do momento

Quando enfim se aproximou.

Disparou o coração

De tão forte a emoção...

Eu sabia que era amor!

E assim você chegou

Trazendo as incertezas

As dúvidas

As expectativas

Dessa tentativa

De ser “pra sempre”.

e foi a minha mais

bela poesia

 

Minha rotina

Meu roteiro

Minha inspiração

Meu sossego

e tormenta,

minha ira e alegria.

Tornou-se a razão dos meus dias

O motivo do caminhar

O sentido de despertar

Meu insistir em acreditar

No que o destino

Prometeu

Você é o amor

que me sustenta

É a minha fé em Deus.

José Regi

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Obsceno

 

 


 

Obsceno

 

 

Penetrar em riste sua entranha

Aquecer na doce fenda morna

Sugar-lhe em êxtase e transe

A volúpia com que me assanhas

 

Extinguir a carência e o fogo

Lamber seus lábios carnudos

Sugar estrelas no céu da boca

Perder sem defesa no seu jogo

 

Beijar-lhe suave os mamilos

Com a indecência da língua

Explodir jatos de saciedade

 

Ao sobreviver ao teu gozo

Deixar o vento secar o suor

Da nossa vil cumplicidade.

 

José Regi

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Orgasmo



 

Uma aventura louca

no breu da noite

a vivenciar...

De tesão embevecido,

hirto mergulho

executou.

 

Águas placidamente

aquecidas,

fendas, frestas

receptivas

num quase um rio

a desaguar.

 

Cada ida

e cada volta

suor e calafrio

misturava

as sensações.

 

Tateava o prazer

desse lugar sagrado.

Acordou atordoado

entre lençóis, fronhas

e travesseiros...

Despertou todo

molhado.

 

José Regi

segunda-feira, 30 de março de 2026

Memórias da meia noite

  


Guardo ainda...

Reflexos,

Lampejos

Nossos desejos

mórbidos.

O cheiro no dedo

do teu sexo,

nossos segredos...

Sórdidos.

 

Teus seios

roçando minha pele

Eriçando pelos

e meu falo.

Lasciva,

toda entregue

A volúpia

do meu tato.

 

Noite corporal

Nudez   

Dual

segunda intenção

Entrelaçar uníssono

Com gozo pleno

No final.

 

Depois...Procurar e

Encontrar outra vez o ar

Respirar

Suspirar

Pulsar lentamente...

 

Tomar um ban

ho

Deixar a água corrente

Voltar a alcova

Relaxar e dormir

Tranquilamente.  

 

Jose Regi 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Mariposa



Veio num verso solto,

Lépida, desinibida,

Peito aberto

Corpo nu

E dançava tão livre

quanto uma folha ao vento.

 

Sem pudor

Sem amarras

Sem aparas

Liberta de todos os grilhões

Da moralidade.

 

Insinuava-se qual

Margarida a uma borboleta.

Trazia no olhar

A pureza casta,

Não se deixava adestrar

Castrar os desejos...

Era pura volúpia!

 

Até despertar

E sentir a dureza

No ponteiro apressado

Do relógio impondo tempo.

Cerceando vontade,

Encarcerando sonhos

Na timidez da realidade.

 

Vestiu

rapidamente o uniforme

Pegou o crachá

e a marmita,

Bateu o ponto

em cima da hora.

encasulou qual crisálida

em pupa de silêncio

e medos.

 

Agora anseia a noite

Para novamente

Reaver suas asas

Livrar-se do peso

Enfadonho.

Vestir-se de mariposa

Pelo menos nos sonhos.

 

José Regi

quinta-feira, 12 de março de 2026

Tentação


Em noite de lua cheia... 
Uiva na tua orelha 
Um anjo torto 
 De segundas intenções! 
Sussurra palavrões 
Daqueles que eriçam a pele, 
Atiça desejos 
e entrega nu... 
No quartinho 
De despejo. 


 José Regi

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Pedra amarela








Itajubá...Do guarani, relicário 
Ouro de tempo, sentinela 

Da língua Tupy originária, 
Simplesmente pedra amarela. 

 Itajubá de Padre Lourenço 
Seu pioneiro e fundador 
ercebeu potencial e fomento 
Para grande sucesso e valor 

 As margens do Sapucaí 
De caudaloso legado 
Muito tem contribuído 
Na projeção do estado. 

Conta seus dias em paz 
Na direção do futuro 
Calcada em fé contumaz 
Vai dissipando o escuro 

Há mais de duzentos anos 
Do seu despertar primeiro 
Tornou-se no altiplano 
Referência do brasileiro 

Suas montanhas e vales 
Sua gente trabalhadeira 
Isenta de todos os males 
Acolhedora e alvissareira 

Com suas universidades 
formando renomados doutores 
excelência e qualidade 
na educação de vencedores 

Segue a sina da grandeza 
Destinada a quem merece 
Com galhardia e nobreza 
Itajubá se apetece! 

Um pedaço do paraíso 
Na Mantiqueira encravada 
Itajubá portal do sorriso 
Cidade fácil de ser amada. 

José Regi

À PRIMEIRA VISTA

  Um dia que não hoje se não me foge a memória Numa noite de novembro, Relicário, eu me lembro Nossos olhos se cruzaram Como rai...