quinta-feira, 14 de maio de 2026

Obsceno

 

 


 

Obsceno

 

 

Penetrar em riste sua entranha

Aquecer na doce fenda morna

Sugar-lhe em êxtase e transe

A volúpia com que me assanhas

 

Extinguir a carência e o fogo

Lamber seus lábios carnudos

Sugar estrelas no céu da boca

Perder sem defesa no seu jogo

 

Beijar-lhe suave os mamilos

Com a indecência da língua

Explodir jatos de saciedade

 

Ao sobreviver ao teu gozo

Deixar o vento secar o suor

Da nossa vil cumplicidade.

 

José Regi

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