terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Quanto aos ecos...Silêncios"



Passou- se tantos verões,
relâmpagos e trovoes,
sol ardente e foi-se o viço
da folhagem verde,
vicejando no orvalho
a cada amanhecer,
mal sabendo que o tempo
era seu pior veneno.

Como folha seca que só tem ao chão,
acabou a lisura aveludada,
a maciez do toque,
a suavidade enrugou...

Só o vento lhe faz carinho,
soprando alivio ao corpo surrado,
não espera dias melhores,
nem conta mais com a sorte,
não usa relógio,nem calendário,
teu corpo é seu relicário.

Tua história é teu trunfo,
tua bagagem sempre pronta,
o corpo sabias,não era teu,
por não ser Ateu acreditavas,
era portal de passagem,
enxugado pelo tempo longo!

Agora tens o brilho nos olhos,
o azul mais profundo de azul,
tua essência ficara incauta,
assim que chão se fizer,
voltarás semente,incubada,
no seio da terra,broto,
renascimento,
arvore no alto da serra.
Fonte pra sede do tempo!

Reginaldo

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