Porque a vida é fugaz,fiz-me palavras doces em cachoeiras,esparramando e umidecendo olhares,despertando sonhares,fazendo voar num súbito bater de asas e pouso de passarinhos.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
MERCEARIA
Vo pu trabaio sempre na mema hora,
na istrada tomo café na venda da dona Jandira,
café com leite pingado,broa de mio fresquinha,
que fica no barcão de entrada.
Um sorriso e um bom dia sempre vem de lambuja!
Passa o dia cumo o vento,
soprado,rápido,digeiro,
na vorta dona Jandira já sabe:
Uma táia de queijo,
uma dose da boa,
com limão rosa,qué
pra num fica cheiro!
Então passo a lista:
um pouco de pó de café,
um tiquinho de feijão,
uma garrafa da boa,
querozena pra lamparina,
Sabão de pedra,
fosso,matumati,
uma lata de sardinha
pra cume cum macarão,
compreta a lista,
uma lasca de fumo,
um pacotinho de paia,
um agrado pra veia
e um masso de vela,
pra acende pro santo
de devoção.
Mando po no prego a conta,
finar do meis nóis paga direitinho,
dona jandira já sabe o sistema!
Assim nóis leva a vida,
simpres da roça,
num farta nada,
e quando as lata faiz eco,
a venda da dona Jandira
fica ali bem perto.
Lá tem di tudo,
de agúia a avião,
ai de nóis se não fosse a venda da dona Jandira,
aqui nesta biboca do sertão...
Nois tava Morto!!!
Reginaldo
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