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"ATRAS DO ESPELHO"



As mãos tremulas,
o corpo esguio,
as pernas fracas,
a dor geral.

Apanhou da vida,
marcou-o tempo,
caminhou descalço,
feriu os pés.

Vitima do caos,
das atribulações,
da dureza dos dias,
do buscar o pão.

Foi cedendo,
se entregando,
esquecendo de si,
agora é tarde!

Ouviu teus olhos no espelho,
a verdade não soou bem,
aquela decadência toda,
não era ele.

Os sulcos no rosto,
os cabelos raros e brancos,
o cansaço no semblante,
O fragmentado ser.

Parou...
Juntou o que restava,
os cacos deram um jarro,
um pouco de terra e água,
quebrou a semente e plantou.

Rompeu com a covardia,
que invadia seus dias,
olhou pra dentro de si,
sacudiu a poeira,
e tudo que o envelhecia.

Decidiu viver,
aproveitar os tremores das mãos,
pra escrever belezas curvas,
se não dava pra caminhar,
olhar o horizonte,
descobrir embaixo da carcaça esguia,
uma fonte resiliente.

Seguiu novas perspectivas,
quebrou a rotina,
rejuvenesceu a alma,
levando os dias com calma
na palma das mãos.

Do caos harmonia,
da lição aprendida,
do tempo melodia,
que resta pra viver.

Tem Poesia!

Reginaldo


As mãos tremulas,
o corpo esguio,
as pernas fracas,
a dor geral.


Apanhou da vida,
marcou-o tempo,
caminhou descalço,
feriu os pés.

Vitima do caos,
das atribulações,
da dureza dos dias,
do buscar o pão.

Foi cedendo,
se entregando,
esquecendo de si,
agora é tarde!

Ouviu teus olhos no espelho,
a verdade não soou bem,
aquela decadência toda,
não era ele.

Os sulcos no rosto,
os cabelos raros e brancos,
o cansaço no semblante,
O fragmentado ser.

Parou...
Juntou o que restava,
os cacos deram um jarro,
um pouco de terra e água,
quebrou a semente e plantou.

Rompeu com a covardia,
que invadia seus dias,
olhou pra dentro de si,
sacudiu a poeira,
e tudo que o envelhecia.

Decidiu viver,
aproveitar os tremores das mãos,
pra escrever belezas curvas,
se não dava pra caminhar,
olhar o horizonte,
descobrir embaixo da carcaça esguia,
uma fonte resiliente.

Seguiu novas perspectivas,
quebrou a rotina,
rejuvenesceu a alma,
levando os dias com calma
na palma das mãos.

Do caos harmonia,
da lição aprendida,
do tempo melodia,
que resta pra viver.

Tem Poesia!
Reginaldo

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