Porque a vida é fugaz,fiz-me palavras doces em cachoeiras,esparramando e umidecendo olhares,despertando sonhares,fazendo voar num súbito bater de asas e pouso de passarinhos.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
"VELHO AMOR"
O Poeta inventou de amar,
deserto de palavras,
rompeu com a Lua,eterna musa,
pegou o chapéu,a bengala e os óculos,
saiu a caça,
foi pra rua.
Era louco
e os olhos denunciavam isto,
não se ouvia flores de sua boca,
das mãos acorrentadas,
nem uma palavra rabiscava nos muros,
seus dias claros se foram,
tava escuro.
Tava cego de amor.
Ele inventou de amar,
inventou outra musa,
ela confusa minguou na noite,
as estrelas apareceram,eram muitas,
mas uma viria ser a dona dos teus versos,
dos teus avessos, dos teus reversos!
Maldade do Poeta,
versificou sua singeleza,
entre o pluralismo da oferta ficou boquiaberto,
queria uma estrela do vasto céu que se pintou,
confuso,sabedor nada de mundo,nem de amor,
voltou seus olhos pra ela,pra musa tua,
A Lua!
Pediu perdão.jurou fidelidade,
e aprender amar,ela entendeu,perdoou,
ficou de esperança cheia...
Ele,o Poeta,mesmo Louco...
Desistiu de inventar!
Reginaldo
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