Busca a paz no lusco-fusco da tarde,
no alpendre da sala
no copo pro meio,cheio
de toda tonteira.
Sua guerra acirra no peito,
acena bandeira branca suja de sangue,
ainda luta desesperado um coração
ali dentro...Refuta o luto iminente!
O sol lhe vira as costas e oferece
a escuridão,na mesa com ele
a solidão lhe serve mais uma dose...
rouba-lhe a lucidez!
Entrega-se ao delírio no sono,
não tem cama que o aninha,
insone,
fala as sombras,revela a intimidade da suas sobras,
sem timidez!
Chora,esbraveja,rabisca no rotulo da cerveja,
o nome dela,a Musa que não sentou com ele,
mas perturba o seu sono,fazendo juras eternas de amor,
enquanto dorme na mesa!
Pede ao tempo pra não acordar,
sem acordo,
acorda no lusco-fusco da manha,
com a fidelidade da solidão!
Reginaldo
Porque a vida é fugaz,fiz-me palavras doces em cachoeiras,esparramando e umidecendo olhares,despertando sonhares,fazendo voar num súbito bater de asas e pouso de passarinhos.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
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