Pular para o conteúdo principal

"O VOO DA BORBOLETA"



Segue voo a borboleta,
entre margaridas e violetas,
levando suave cheiro de saudade.

Sereno voo em delicadeza
pousa numa,beija outra,
enquanto sussurra,
sopra o vento sutilezas.

Suas asas meu silencio,
meu coração em seu bater,
vai contigo meus delírios
um sublime amanhecer.

Tua beleza aparente
disfarça fragilidade,
os olhos que te admiram
buscantes a felicidade.

Como pode?Tamanha beleza
sintetizada pequenez,
refletir oníricos desejos
ou quem sabe insensatez.

Farei então dos meus dias
um imenso jardim atraente
cores,sabores e vida
e um olhar inocente.

Voara além dos limites
deste campo em flor,
levando consigo ao vento
arautos do meu amor.

Que chegue aos olhos dela
isto que me encantou,
que seja receptiva
aos encantos deste voo.

Efêmero e eterno
instantes de infinitudes,
todo amor que couber
em sua plenitude.

O amor é voo de borboleta,
e amar é voar além do jardim,
abraçando o começo do sonho
ignorando a incerteza do fim.


Reginaldo


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Enfim...

      Dedico a vós o meu silêncio A inquietude abismada Dos meus versos Esses voos ora preteridos Deixo assim subentendido Em pousos dantes...Arremetidos.   Vasto é a amplidão Desse universo mudo Eximido de eco Ou retorno Onde o exilio É silente contuso.   Corto os punhos, Dramático, patético Suicídio poético Antes, porém, rascunho A sangue quente A dor corrente Na rubra tarde que cai Aos pés da noite eterna.   Não tenho asas, Nem pernas Nem plumas Ou penas Que sentenciam o fim No crepúsculo.   Há um último impulso Antes da queda Um último plano Ante o medo da escuridão. Respira afoito Um derradeiro pulso...   Não há mais nada Nunca houve,   Nunca esteve. Nunca foi... Não há mais tempo! Poema escrito Sobre areia fina, Só quem lê É o vento.   José Regi    

Menino do olho azul

Jaz infanta estripulia. Ainda cedo corria pra rua o menino, Não sabia nada de limites E o mundo lhe era um convite a campear. Explorar além do horizonte Da janela da sala Da cercania entorno Da margem da velha estrada. Olhos azuis de céu Asas nos pés Era quase um semideus Com todos os seus “eus’ Ainda incubado De voos e sonhos. Cismas várias Não eximia os anseios, Havia de ser grande Já previa a cigana Que vendia engodos em troca de migalhas Na esquina da rua do centro. Desbravador solitário Num relicário de teimosia Esculpido a força No tempo. Jaz infanta estripulia Na sucursal de ontem Das gerais do sul... Hoje homem feito adulto Inventa versos como indulto Para proteger aquele menino do olho azul. José Regi

Medo de altura.

  Eu, poeta de superfície, raso de chão e asas atrofiadas Ofereço-vos o mirante A beira dos meus abismos Sem egoísmo oferto-vos Tentativas de voos. O mergulho A incerteza Do pouso seguro. Dou a ti, No escuro, O lume da lua O cio da loba O uivo do vento... A dança das folhas mortas O sementio do horto O tempo torto E meus medos mais sórdidos. O ócio A ausência dorída Asas parcas, feridas O vazio e o eco. Retiro o véu Ofereço-vos O céu E o chão Onde aguardo Vosso pouso. José Regi