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"Tão Eu e somente Eu"


minha janela de ver o tempo
está aberta pra dentro
prendendo a cortina
no canto da sala
há uma fala muda
no vaso de flor de plástico
que mantêm o viço
sem rega
uma fotografia amarela
no porta retrato
ainda mostra o sorriso
dos idos de ontem
a cadeira ,a mesa e o livro
enquanto me livro do asco
de mal sonhados sonhos
pela janela
outro dia,outra chance
outra pedra no caminho
que vou contornar
pra não mudar o cenário
meu teatro é meu defeito
a vida é só um vento breve
um sopro morno
onde a alma ferve
na verve da felicidade
existe horizonte além dos olhos
ao alcance das mãos
que desejo tocar!
JOSE REGI

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Enfim...

      Dedico a vós o meu silêncio A inquietude abismada Dos meus versos Esses voos ora preteridos Deixo assim subentendido Em pousos dantes...Arremetidos.   Vasto é a amplidão Desse universo mudo Eximido de eco Ou retorno Onde o exilio É silente contuso.   Corto os punhos, Dramático, patético Suicídio poético Antes, porém, rascunho A sangue quente A dor corrente Na rubra tarde que cai Aos pés da noite eterna.   Não tenho asas, Nem pernas Nem plumas Ou penas Que sentenciam o fim No crepúsculo.   Há um último impulso Antes da queda Um último plano Ante o medo da escuridão. Respira afoito Um derradeiro pulso...   Não há mais nada Nunca houve,   Nunca esteve. Nunca foi... Não há mais tempo! Poema escrito Sobre areia fina, Só quem lê É o vento.   José Regi    

Menino do olho azul

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