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"REFLEXOS DE UM VELHO AMOR QUE O TEMPO ESCONDEU"



...Onde estais?
...Porque se escondes?
Vejo apenas tuas mãos,
que o tempo maltratou!

Quero vela,toca-la,
acarinhar o teu rosto...
Onde estais?
Porque se escondes?

Porque me mostras,
reflexos de nada?
De passado,
dos idos vividos,
reflexos doloridos de um amor.

Sei que não te atraio mais,
é mais belo a moldura,
olhe-me com ternura,
de quem descansa,
traído pelo olhar.

Deixe viajar teus olhos,
foque na vida do entorno,
ha beleza nas folhas secas,
estas que voltam revigoradas
no ver de vidas verdes.

Venha sentar ao meu lado,
aliviar o fardo do corpo esguio,
aconchegar na poltrona,
que já não te abraça
com o mesmo furor.

Venha...

Sem mascaras,sem espelhos,
sem mentiras.
Vamos assinar a tela,
esta que o tempo pintou,
a história do nosso...

Velho Amor!

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Enfim...

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Menino do olho azul

Jaz infanta estripulia. Ainda cedo corria pra rua o menino, Não sabia nada de limites E o mundo lhe era um convite a campear. Explorar além do horizonte Da janela da sala Da cercania entorno Da margem da velha estrada. Olhos azuis de céu Asas nos pés Era quase um semideus Com todos os seus “eus’ Ainda incubado De voos e sonhos. Cismas várias Não eximia os anseios, Havia de ser grande Já previa a cigana Que vendia engodos em troca de migalhas Na esquina da rua do centro. Desbravador solitário Num relicário de teimosia Esculpido a força No tempo. Jaz infanta estripulia Na sucursal de ontem Das gerais do sul... Hoje homem feito adulto Inventa versos como indulto Para proteger aquele menino do olho azul. José Regi

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