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Carpideiras

 


 

Habita onde grita o silêncio,

Ali se ouve todas as canções

De abismada inquietude

Pulsando num ritmo quase sacro

Na pauta das lamentações

 

Há um choro no fim do vale

Um aboio de vaqueiro

Com sarcasmo sem sentido

Um canto repetido

Um pedido de chuva

Para além da curva

 

Um zumbido de abelha

Polinizando a agonia

De flores mortas...

Persiste o choro e o cheiro

Entre os canteiros

De descansar em paz

 

E o que a gente faz

É respirar fundo

Semear entre areias

De uma ampulheta

Para um mundo

Que soluça...

Asfixiado.

 

José Regi

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Enfim...

      Dedico a vós o meu silêncio A inquietude abismada Dos meus versos Esses voos ora preteridos Deixo assim subentendido Em pousos dantes...Arremetidos.   Vasto é a amplidão Desse universo mudo Eximido de eco Ou retorno Onde o exilio É silente contuso.   Corto os punhos, Dramático, patético Suicídio poético Antes, porém, rascunho A sangue quente A dor corrente Na rubra tarde que cai Aos pés da noite eterna.   Não tenho asas, Nem pernas Nem plumas Ou penas Que sentenciam o fim No crepúsculo.   Há um último impulso Antes da queda Um último plano Ante o medo da escuridão. Respira afoito Um derradeiro pulso...   Não há mais nada Nunca houve,   Nunca esteve. Nunca foi... Não há mais tempo! Poema escrito Sobre areia fina, Só quem lê É o vento.   José Regi    

Menino do olho azul

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