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                               EU
POESIA É ALGO DE MIM PRA TI
SIM É SIM
É MEU INTERIOR
ESCANCARADO,PORTÃO ABERTO
É REFUGIO DAS INQUIETUDES 
DAS AFLIÇÕES, EMOÇÃO...

UM MISTO DE DELÍRIO E PÉ NO CHÃO, 
PÉ DESCALÇO QUE FOGE LIGEIRO 
DA VIDA FURTIVA,FÚTIL,INÚTIL.
MERGULHO PROFUNDO
NA IMENSIDÃO DO MEU SER.

PROCURO ENTÃO NAS PALAVRAS,
SENTIDO PARA ESSE SENTIR 
NA DELICADEZA DAS RIMAS,
NA HARMONIA DOS VERSOS
ATÉ MESMO NO DESCOMPASSO
IRRITANTE DA PROSA.

É ISSO...
ERUPÇÃO DE SENTIMENTO
EXTERIORADA DE FORMA
SIMÉTRICA E LINEAR.
TRANSFORMANDO DECEPÇÕES,
FRUSTRAÇÕES,EM ALGO BELO
DE SE LER,DE SE OUVIR...

TALVEZ SEJA MESMO UM ALQUIMISTA 
FAZENDO ERVA DANINHA,VIRAR A 
MAIS LINDA E PERFUMADA ROSA,ONDE 
A BELEZA TEM OUTRA CONOTAÇÃO.
É TRAZER ALGO DE MIM PRA TI.
SIM É SIM.

REGINALDO

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Enfim...

      Dedico a vós o meu silêncio A inquietude abismada Dos meus versos Esses voos ora preteridos Deixo assim subentendido Em pousos dantes...Arremetidos.   Vasto é a amplidão Desse universo mudo Eximido de eco Ou retorno Onde o exilio É silente contuso.   Corto os punhos, Dramático, patético Suicídio poético Antes, porém, rascunho A sangue quente A dor corrente Na rubra tarde que cai Aos pés da noite eterna.   Não tenho asas, Nem pernas Nem plumas Ou penas Que sentenciam o fim No crepúsculo.   Há um último impulso Antes da queda Um último plano Ante o medo da escuridão. Respira afoito Um derradeiro pulso...   Não há mais nada Nunca houve,   Nunca esteve. Nunca foi... Não há mais tempo! Poema escrito Sobre areia fina, Só quem lê É o vento.   José Regi    

Menino do olho azul

Jaz infanta estripulia. Ainda cedo corria pra rua o menino, Não sabia nada de limites E o mundo lhe era um convite a campear. Explorar além do horizonte Da janela da sala Da cercania entorno Da margem da velha estrada. Olhos azuis de céu Asas nos pés Era quase um semideus Com todos os seus “eus’ Ainda incubado De voos e sonhos. Cismas várias Não eximia os anseios, Havia de ser grande Já previa a cigana Que vendia engodos em troca de migalhas Na esquina da rua do centro. Desbravador solitário Num relicário de teimosia Esculpido a força No tempo. Jaz infanta estripulia Na sucursal de ontem Das gerais do sul... Hoje homem feito adulto Inventa versos como indulto Para proteger aquele menino do olho azul. José Regi

Medo de altura.

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