Deboche,
um broche no lado esquerdo,
como adorno de pescoço,
vislumbrado camafeu.
No silencio de seu quarto,
como que um relicário,
rosário,proteção contra coisas das sombras,
escapulário.
No espelho reflexo de uma atriz,
do real apagado ao desejo
ardente de meretriz.
Durante o dia,
vestida de ocultar vergonha,
a noite despida á pelo,sem cerimônia.
Era dama da alta burguesia,
sem amor ,sem fantasia,
só freguesia!
Olhar frio de um corpo encandecido,
imersa em chama,á alma
arde em brasa viva.
Só espera a cortina negra,
cintilante de estrelas
invadir a janela e adeus.
Segue noite á dentro,
sem pudor se entrega,
disfarçando sua dor.
Não interessa á ninguém
seu intimo ser,
seu corpo é moeda de comprar prazer.
Até que o dia amanheça,
e de novo lhe cubra
dos pés á cabeça!
Reginaldo
Porque a vida é fugaz,fiz-me palavras doces em cachoeiras,esparramando e umidecendo olhares,despertando sonhares,fazendo voar num súbito bater de asas e pouso de passarinhos.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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