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"FRÁGIL"


A taça partida suspensa
embriaga sangue venoso
desejo sagrado e profano
amor insone teimoso.

Parto no naco que resta
do vinho no fundo da taça,
busco paz e sucesso
outra cortina de fumaça.

Voa sublime o olhar
após o ultimo gole
umedecer a alma
aflições me fogem.

Leve imaginar flutua
o corpo vaga inerte na cadeira
o néctar suculento aquece
"Baco" ronda a fogueira.

Pensamento vagueia
por terras e desertos de areia,
insólito viajante
das noites de lua cheia.

Navego por águas calmas
por quatro mares sem fim
vazios amontoados
todos cheios de mim.

Na mesa do bar da esquina
acento parada
junto os cacos de nós
antes que finde a madrugada.


Reginaldo

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