Pular para o conteúdo principal

"JANELA DO TEMPO"


Um sopro,
Uma brisa mansa,
Um vento leve...

trouxe 
o dia,
o sol 
a luz 
a alegria...

Abre-se as cortinas,
as janelas pro tempo,
clareza sem par. 

Tudo é beleza,
encantamento,
o azul do firmamento,
as águas que correm lentas,
os pássaros em revoada,
o carinho na amada...

Vida!

Verde de montanha,
verte em profusão,
fonte imutável,
desta minha inspiração.

Suave serenar, 
tímido olhar,
faltam palavras, 
sobram deslumbramento! 
Natural como florir,
os jardins na primavera,
as cores que me vem,
traz vida...Alento!

Assim...
Como um sopro,
Uma brisa mansa,
Um vento leve...
Arrebata-me...
acalma-se...

Por um instante breve,
esta alma que ferve!



                                            Jose Reginaldo em  parceria com Zuila Pereira


                            (Inspirado no bate papo com Zuila Pereira e o poeta Domingos Barroso ,
                            Imagem que ilustra esse poema foi gentilmente fornecida por Zuila pereira)

Comentários

  1. Poema e imagem belíssimos! Muito bem desenvolvido! Adorei!

    Laryssa

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Enfim...

      Dedico a vós o meu silêncio A inquietude abismada Dos meus versos Esses voos ora preteridos Deixo assim subentendido Em pousos dantes...Arremetidos.   Vasto é a amplidão Desse universo mudo Eximido de eco Ou retorno Onde o exilio É silente contuso.   Corto os punhos, Dramático, patético Suicídio poético Antes, porém, rascunho A sangue quente A dor corrente Na rubra tarde que cai Aos pés da noite eterna.   Não tenho asas, Nem pernas Nem plumas Ou penas Que sentenciam o fim No crepúsculo.   Há um último impulso Antes da queda Um último plano Ante o medo da escuridão. Respira afoito Um derradeiro pulso...   Não há mais nada Nunca houve,   Nunca esteve. Nunca foi... Não há mais tempo! Poema escrito Sobre areia fina, Só quem lê É o vento.   José Regi    

Menino do olho azul

Jaz infanta estripulia. Ainda cedo corria pra rua o menino, Não sabia nada de limites E o mundo lhe era um convite a campear. Explorar além do horizonte Da janela da sala Da cercania entorno Da margem da velha estrada. Olhos azuis de céu Asas nos pés Era quase um semideus Com todos os seus “eus’ Ainda incubado De voos e sonhos. Cismas várias Não eximia os anseios, Havia de ser grande Já previa a cigana Que vendia engodos em troca de migalhas Na esquina da rua do centro. Desbravador solitário Num relicário de teimosia Esculpido a força No tempo. Jaz infanta estripulia Na sucursal de ontem Das gerais do sul... Hoje homem feito adulto Inventa versos como indulto Para proteger aquele menino do olho azul. José Regi

Medo de altura.

  Eu, poeta de superfície, raso de chão e asas atrofiadas Ofereço-vos o mirante A beira dos meus abismos Sem egoísmo oferto-vos Tentativas de voos. O mergulho A incerteza Do pouso seguro. Dou a ti, No escuro, O lume da lua O cio da loba O uivo do vento... A dança das folhas mortas O sementio do horto O tempo torto E meus medos mais sórdidos. O ócio A ausência dorída Asas parcas, feridas O vazio e o eco. Retiro o véu Ofereço-vos O céu E o chão Onde aguardo Vosso pouso. José Regi