quarta-feira, 8 de maio de 2013

"PERGAMINHO"






Arritmia desmedida 
palavras sem sentido,
um terceto de quatro tempos,
vou tecendo em pano fino... 

Seda pura.



Cedo ou tarde, 
cederei ao seu chamado,
esse que ecoa no silencio
das rimas.
Em cima do que não se fala,
escrito em pergaminhos
amarelados...

Indecifráveis.

Talhados em pedra bruta
de forma quase codificada.
Sacrifício de uma paixão,
esculpida por um coração estupido,
delirante...

Errante.

Ante a sua indiferença.
Condenado,
imposta,sentença
aceita e acolhida.

Sou cria tua,
inverso olhar,
olhar em versos
passos...

Buscar

Adorno do seu capricho
fadado ao lixo,
nesse seu nicho profano.

Esperando escorrer 
dos teus lábios
um disfarçado...

EU TE AMO.



Reginaldo

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