Porque a vida é fugaz,fiz-me palavras doces em cachoeiras,esparramando e umidecendo olhares,despertando sonhares,fazendo voar num súbito bater de asas e pouso de passarinhos.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
"PENSANDO"
"A PALAVRA TEM O PODER
DE CONSTRUIR E CURAR,
NA MESMA PROPORÇÃO
QUE FERE E DESTRÓI".
POR ISSO ME TORNEI
AMIGO DELAS!
Reginaldo
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
"LIVRO DO MAR"
O Mar quebra na praia,
com a suavidade das plumas,
livro-me de toda carga,
do peso dos pesadelos,
volto meus olhos pras águas.
Leio nas ondas que quebram,
mensagens azuis,
que me trás o destino.
Leio no livro do mar,
historias de era uma vez,
homem ainda menino.
Segredos de um gigante docente,
querendo revelar-se.
Atenta miscigenação de azuis,
olhos de menino discente.
O barco de papel,
não vai navegar,
hoje o mar não leva nada pra dentro de si,
hoje é o mar dentro de mim.
Livre o menino,
quis roubar o azul do mar,
aprendeu ouvir no silencio,
que se fez revelar.
O mar quando quebra na praia,
quer historias contar,
historias azuis,
Que aos olhos meninos,
faz-se encantar.
E amar o mar!
Reginaldo
(Imagem sugerida por meu amigo Emerson Bardo)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
"REENCONTRO"
Entre o verde imaturo,
maduro olhar azul,
escorre lagrima pura.
Deixo me levar nessas águas,
verto em espantos,
que se vão saudade.
Vão da idade,
buraco no tempo.
Felicidade.
Manancial dos meus olhos,
virou rios em corredeiras,
cascatas,cachoeiras.
Vai no ritmo do vento,
descendo do voo que alça,
música,vida,valsa.
Espera pelo encontro,
precipita em fumaça,
o delta,o mar azul...
A imensidão o abraça!
Reginaldo
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
"ATREVIDA"
Doce de leite,
deleite no doce da pele,
macia que desce.
A língua que passa,
retirando a casca,
sugando a seiva amostra.
Posta sobre a cama,alcova,
beco da lua cheia,entranhas,
canto de sereia.
Encanto,feitiço,repouso...
Teu corpo nu,
meu corpo...
Gozo!
Reginaldo
"FILOSOFIA SOBRE ENCURTAMENTOS"
...Não gosto de extintores,
ou tudo que remete ao fim.
Deixe o fogo alastrar,
deixe a água correr,
deixe a arvore crescer,
deixe-me viver...
Não gosto de extintores!
...Mas gosto dos nasceres!
Da vida das flores.
da curta vida das borboletas,
da longevidade das tartarugas,
da lisa pele de um bebê,
e dos anciães as rugas.
Gosto das ruas novas,
de novos rumos,
de novo dia,
da lua nova,
de novos desafios.
Não gosto de extintores!
Por isso cultuo o velho...
Amor,sabor,odor e saudade,
se não os tenho na vista,
no ponto.
Mudo o ponto de vista.
Mas gosto dos nasceres...
Faço renascer todos os dias,
o velho amor,
o velho sabor,
o velho odor e a velha saudade,
sob um novo ponto de vista.
Porque gosto dos nasceres,
das vertentes,
dos nascedouros,
das fontes,
dos brotamentos!
Mas tenho finitude,
não sou perene,
tenho até um naco de sorte,
por renascer todos os dias...
Mesmo sob a batuta da "morte".
Mas ela sabe!
Não gosto de extintores!
Reginaldo 03/02/2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
"O ABRAÇO"
Tudo passa,
tudo cessa,
tudo tem seu valor,
seu fim ,seu pôr.
tudo está sem cor,
sem amor,
tudo é sofrimento e dor.
Tudo que resta uma esperança,
uma ultima dança,
soltar os cabelos,as tranças,
esquecer qualquer herança.
Tudo que se quer é ir,
atravessar a ponte,
ver além daqui.
Já esta a saudade na retina,
tudo cheira partida,
separação,despedida.
Um olhar perdido de contemplação,
corre todo o entorno,
enquanto ainda luta um coração.
De repente uma luz,
abri-se a escuridão,
alívio e sensação.
Um acalento ,um mormaço,
um bem estar invade o vazio,
sinto apertado um abraço.
Aquele encontro esperado,
que amedrontava o menino,
chegou e levou toda dor,
neste abraço destino.
Porque tudo passa,
tudo cessa,
seja o tempo que for,
ou que ha de vir,
se for hora de ir...
Vai!
Reginaldo
tudo cessa,
tudo tem seu valor,
seu fim ,seu pôr.
tudo está sem cor,
sem amor,
tudo é sofrimento e dor.
Tudo que resta uma esperança,
uma ultima dança,
soltar os cabelos,as tranças,
esquecer qualquer herança.
Tudo que se quer é ir,
atravessar a ponte,
ver além daqui.
Já esta a saudade na retina,
tudo cheira partida,
separação,despedida.
Um olhar perdido de contemplação,
corre todo o entorno,
enquanto ainda luta um coração.
De repente uma luz,
abri-se a escuridão,
alívio e sensação.
Um acalento ,um mormaço,
um bem estar invade o vazio,
sinto apertado um abraço.
Aquele encontro esperado,
que amedrontava o menino,
chegou e levou toda dor,
neste abraço destino.
Porque tudo passa,
tudo cessa,
seja o tempo que for,
ou que ha de vir,
se for hora de ir...
Vai!
Reginaldo
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