terça-feira, 8 de setembro de 2026

Volúpia

 


volúpia

 

quero me perder nos seus confins

sem sentido, dormir a sua sombra

despir suas vestes, sedas e cetins

revelar o desejo que me assombra

 

possuí-la, vê-la entrar em erupção

ouvir sua boca sussurrar meu nome

no azul de seus olhos, nua imensidão

o feitiço da mulher sobre o homem

 

depois do encontro à beira do sonho

soltar as amarras da embarcação

navegar as cegas, isento de vergonha

 

ancorar na solidão de uma ilha deserta

esperar a noite roer a realidade dura

enquanto de sobressalto...me desperta. 

 

josé regi

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