domingo, 3 de abril de 2016

DESERTIFICAÇÃO




Há nas densas matas de mim
Criaturas que me assombram
Águas mortas sussurrando
Nas horas que me assolam

Nos meus rios correm pedras, paus e pó  
Nas arvores dos meus cílios
Penduram-se samambaias e parasitas
Enroladas nos cipós

Pontes que emergem do chão
Fazem elo nas entrelinhas
Buscam alguma forma de versar
Um sinal, uma conexão.

Enquanto o corpo deserto
Vai se esvaindo ao vento
A alma planta floresta
Ante ao desolamento

Nos meus rios correm pedras,
Ao Céu aberto me recolho
Toda água do meu rio

Trago no recanto do olho.


Jose Regi

sábado, 2 de abril de 2016

Das minhas crenças



A Poesia é um grito silencioso
Cheio de conflitos,
O poeta tem a boca
Que fala nas mãos

Imaculado

Não tem tatuagens
Em seu corpo matriz,
Mas carrega na alma
Alguma cicatriz

Marcas, quem não as tem?

Uma pagina em branco
O poeta é só fachada,
É uma pintura rasurada,
Sem assinatura

Um sinal

Esta que vai ao rodapé da obra,
Ali não tem rima, nem prosa,
Um tanto de utopia,
Disfarçada em poesia.

Um ponto final

A ultima descida do pincel
Faz emergir dos recônditos
Mutações em cores
Agradáveis de ver...

Então nas letras ele se encontra.


Jose Regi




Tentação

Em noite de lua cheia...  Uiva na tua orelha  Um anjo torto   De segundas intenções!  Sussurra palavrões  Daqueles que eriçam a pele,  Atiç...