terça-feira, 30 de dezembro de 2014

"SER FELIZ DE DENTRO PRA FORA"



Um sol que arde,
uma dor oculta,
uma felicidade pintada
pros olhos dos outros...
Um sorriso largo,
por trás da mascara
chega dando voadora
na tua emoção.
Todos riem,
efêmera aceitação,
inciso,incluso,
excluído coração.
Medos não revelam,
camuflam um sentir,
semeador imune
ao próprio veneno,
vendendo imagem
fingimento,sabotagem.
É artista das palavras,
que desvela seu "Eu"
na linha tênue da vida.
Equilibra,
se pega,se prende,
não se solta,tem medo,
das palavras amargas,
do fel,que dissipará o doce,
o mel da sua boca,
o lilás dos olhos,
da flor de lis,
seu desejo é ser feliz!
Sabes capaz,
pobre poeta rapaz,
faz verter água em deserto,
correr rumo ao mar,
sabe-se sol disseminando
calor do seu núcleo,
do seu interior.
Sutileza,suavidade,
o lirismo é tua verdade,
tem ânsia e sensibilidade,
não se encontra feliz
escondendo a própria felicidade...
Dane-se a sociedade,
sua aceitação,
sua ação,falação,
dana-se o amargo da linguá,
o fio da navalha,
tens no peito,
um coração que bate
ainda que por vezes...

Falha!!!

Reginaldo

"REFLEXO"




Nadar num lago de espelhos,
para confundir os traços
de mim mesmo.

O espelho não é nada,
até que capta alguém
e sai espalhando o brilho que não tem!!!


É tudo rastro deixado no tempo,
tudo vento em calmaria,
nada é invento...Tudo é poesia!


Reginaldo

"BREVE HISTÓRIA DO TEMPO"




Quem inventou a calendário,
era um revoltado,
cansado da mesmice
do igual ,do repetir...
Queria algo novo,
um nascer,
um findar,
um recomeço.
Não contava mais as luas,
nem as noites e os dias,
não somava as rotinas
a mesma coisa,a monotonia.
Então deparou-se com a morte,
que mostrara outro caminho,
pra onde teria ido a vida do passarinho.
Pensou como seria o findar,
no fim do dia,
quando o sol toma seu banho,
lá no fundo da Baia.
Onde andara seus amigos
que os olhos já não viam,
Parou traçou novas rotas,
como um dono do destino,
dividiu ,fracionou,fragmentou,
criou hora, minutos e segundos,
dias,meses e ano,
num período seco e fechado de doze,
doze grandes enganos!
Mau sabia que estaria,
arrumando um paliativo,
o vento sopra as folhas
secas por todo canto,
mas a arvore fica presa a seu destino,
não passa de uma pintura no pano.
O tempo este apressado,
vai andando sempre em frente,
nos fez um dia bebê,criança e adolescente,
adulto,velho onde a passagem é eminente.
o calendário?
É só pra lembrar a gente,
de esperança e fé
tempo ainda tem,
quem conta tuas saudades,
a verdade é,
que sente saudade,
quem saudade ainda não é!


Reginaldo

Zengoldábil e Beduzupo


Á todos os meus amigos
e inimigos que por ventura houver.

Porque...
bons fluidos e boas energias,
positivismos e otimismos,
são ingredientes indispensáveis
para realização e acontecimento das nossas ambições,
que os anjos nos guarde nas tempestades
e nos protejam na escuridão.

Feliz Ano Novo!!!

Que seja transparente a inocência,
a iminente ingenuidade,
que se troque a truculência
por afagos e fraternidades,
que se desconstrua a rocha,
do embrutecido coração do homem,
que assim fragmentado,
não se esqueça que és pó,
que a vida é um sopro
e a morte um vento sem direção!


Reginaldo

"ORÁCULO"


Falo de assuntos diversos,
pra tanto me assumo em versos,
na calada das noites sombrias,
me invento em poesias,
assim disperso em meu mundo,
mergulho profundo
da ilusão de poeta,
na cadência rítmica das mãos,
na tímida intensão,
de florir um deserto,
brotar na seca fonte,
jorrar dos olhos
o silêncio das palavras,
formar um lago nos pés,
refletir o rosto satisfeito
lumiar como lua cheia
na finitude das madrugadas,
antes do romper da alvorada,
descansar o lápis,
embalar o papel,
reverenciar o dia,
a passarada cantante,
o mugido do gado,
o cheiro do campo,
o pó das estradas
o chão batido
o leite tirado
o café fervido
o apartar os bezerros
o reconhecer os erros
abraçar a paz
e o que se faz
com tudo que se quis...
Sair do ostracismo
assumir meus avessos
meus contrários
e minha contravenção,
ser na discrição do rabisco,
o mais fino esboço de um ser
imperfeitamente Feliz.
Simples assim...
E dormir ao sol
que beija a vidraça,
quando a manha
se abre depois da névoa densa
e da cortina de fumaça.

Reginaldo

domingo, 28 de dezembro de 2014

"OUTROS OLHOS"



Ardia,
minha ânsia doentia,
Louco, insistia
em gritar silêncios,
encher vazios
nas fendas do tempo.

Um dia,um livro,livre,
meu livramento...

A lata de lixo,
do lado do banco
na praça central,
numa tarde normal,
fuçava o pão,
com as mãos sujas,
a barriga nas costas,
e os pés no chão.

Um livro de Drummond,
como algo que luzia,
foi meu banho,
minha assepsia,
Ter-a-pia,
água corrente
pra dentro da alma.

Me curei,lavei as mãos.

Entre flores e espinhos
encontrei o meu caminho,
nos avessos,
entre Aves e raposas,
colhi os versos,
inversos ao meu universo.

É agora José?

Como vai ser?
Depois de comer deste pão,
do mel das  palavras
ditas por gente?

Não sei,serei
poeta pros pássaros,
pras arvores da praça,
pras flores dos canteiros
em meio a fumaça...

Mas aos olhos do mundo
só mais um imundo contente,
um "Indigente"!


Reginaldo

"Estrepolia"



Voa em névoa,
num vê a nuvem
e nu vêm...

Assim no vão
do silêncio,sonha
o barulho do mar...

Se joga no ar,
mergulha na profundeza,
do mel do algodão doce...

Leve depois de chorar
o sal do tempo,menino
dos olhos de mar...

Só queria nadar,
molhar o corpo
onde Ha-mar!


Reginaldo

sábado, 27 de dezembro de 2014

"AINDA FALANDO DE FLORES...!"





Subtérreo,
porta de ida,
agora pretérito,
sobras e saudades.

Subsistência,
aloja no inconsciente,
o frescor da imagem
o verde vida partida.

Semi-térreo,
sensações,
jardim de eternidade
portal do éden
retorno ao pó.

Certeza,
efêmero viço,
rabisco de esboço,
fugaz sorriso
vida abismo e fosso.

Cala tudo,cala dor,
cala boca,calabouço,
viver é caminhar pro fundo do poço...

É osso!


Reginaldo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"CABEÇA DE VENTO"



A cabeça voa,
o corpo se arrasta,
as pernas não andam,
as sombras ...
Só sobras de mim!

Assim passarim,
cabeça de vento
vai céu adentro
aninhar-se nas nuvens!

Cansado do chão,
das rasteiras
do alçapão,apruma,
empluma e alça voo!

Aprendiz de céu,
mesclado ao azul,
só um risco na tela
e nada mais aos olhos.

Desbrava o imaginar,
reflexo do mar,
peixe voador
é passarim de aquário.

Gaiola de tempo,
sem grade na porta
espírito liberto
da clausura do corpo...

Cabeça de vento,
filho do chão,terra,
água dos olhos
que desemperra.

Passarim livre
que não sabe do jardim em flor,
foge das pragas que devoram a alma,
foge da dor.

Encara o novo desconhecido,
flutua nas asas rumo ao vazio,
cabeça de vento,passarim...
Menino arredio! Voa!


Reginaldo

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"oscilante"


Quando pesam as asas,
pousa,
cede a tentação,
depõem-se do voo,
do sonho,
viste-se dos seus demônios,
desdenha do céu,
rasteja no chão!

Agora serpenteia,
fogo,brasa,paixão!
Flutua no limbo
do sagrado e da
profanação,
este corpo máscara,
anjo torto,caído,
salvação!


Reginaldo

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"ABSOLUTA"


Não ofusque minhas certezas,
não anuvie meu querer,
desembace o vítreo dos olhos,
límpido ver...!

Amarre tuas frustrações a uma pedra,
deixe o tempo lapidar,
amargue tuas angustias,
deixe as pedras voar.

Descanse teu fardo pesado,
relaxe ao som do mar,
colha todo azul,
aprenda me amar!

Sou poeta da palavras,
sou as asas do dilema,
sou aquele que te amou
na doçura do poema.

Amargo,doce,azedo,
picante,acido,insosso,
sou assim cê sabe,
criança,velho e moço.

Só não duvides do meu sentir,
do gostar de ti minha flor,
neste canteiro efêmero,
sem duvida é amor!


Reginaldo


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"OCULTO"



Tenho em meus silêncios,
sussurros entorpecentes e analgésicos,
para desespero da minha dor de cabeça.

Vou para dentro do nada,
reduzo-me à casulo,
hiberno!

Quando o abismo
é morte certa
dou-me asas.

Tenho sono,tenho sorte,
tenho sonho,
durmo bem.

Borboleteio em cores,
viço pulsante,as palavras
pousam,superfície e rasante!

Renasço das dores do parto,
nas fendas do tempo,
sob as contrações da estrada.



Reginaldo

"CLÓRIS"



Passeia no jardim das borboletas,
entre cravos ,
margaridas,
o cheiro do jasmim,
as calêndulas pequeninas
se abrem no caminho,
só beleza sem espinhos
esparramados sob os pés,
voam assustadas
as pequenas borboletas,
mais parecem flores de asas,
num revoar de violetas.


Reginaldo

"Enquanto o ano não vem..."



Sigo no rastro do velho,
em passos lento,agonizantes
sem pressa,ofegante,
cansaço nas pernas,longa caminhada,
vou pela estrada sem olhar pra traz,
farejando um novo despertar.

Ainda resta um pouco do tempo,
ainda posso realizar adiados,
abraçar esquecidos,
aplaudir ignorados,
no rastro do velho,
aprendi tolerância,
paciência,perseverança,
ao longo da estrada.

Eu aprendiz de mim mesmo,
mau sabia que o velho,
era meus passos,
que arrastava-me em sombras,
tentando me oferecer outra chance,
para trilhar novas veredas.

Destino ao renascimento,
onde o sol encontra o vento,
o mar silencia as tormentas,
as flores brotam do nada,
como os poemas em mim.

As utopias seguem comigo,
os sonhos também,
desejos possíveis,
manter os amigos,
ama-los,vê-los,fala-los,
ouvi-los e abraça-los...

Enquanto o ano não vem!


 Reginaldo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

"SENTIDOS AGUÇADOS"

O tato revela os sentidos,
são cinco os motivos
pra ter a vida nas mãos.

O silêncio me é perturbador,
quando oculta coisas
do meu interior!

A boca profere palavras
no vasto vazio,
onde não ha eco!

Os olhos afoitos,
buscam ver o nada,
onde tudo é escuridão!

Mas há uma luz,
nos canteiros de alfazema,
um aroma cítrico nos pés.

O cheiro de amanhecer,
invade a alma dormente,
desperta cambaleante...

Empluma as asas,
alça voo,
refaz o curso fora do ninho!



Reginaldo

"QUANDO GRITA O SILÊNCIO,SOU TODO OUVIDO"



Louco um pouco,
busco a boca do calabouço,
estreita fuga para um poema!

Na fuga deixo escapar,
aspas,pontos e reticências,
o avesso do verso!

Aquela estrofe sem fim,
frase inacabada,sem rima,
prosa sem graça...

Deserto de Adélia Prado,
a morte dos versos de João Cabral,
palavras rebeladas.

Fogo da Fênix!

Só cinza,pó e poeira,
a certeza da poesia
é não ter hora...Nem dia!

Reginaldo

"FALANDO SOZINHO"


Meu anjo da guarda está em apuros,
coitado...,Tem medo de escuro!

Não pode cumprir tua missão,
já que meu caminho é denso e tortuoso,
tem receio de seguir meus passos,
dentro da escuridão!

Pobrezinho,se treme todo,
talvez eu seja pra ele,
seu pior engôdo.

Entro deste de enxerido,
quem mandou ser anjo da guarda
de um outro anjo caído!


Reginaldo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"NADA A TEMER SE..."


As horas afugentam a calma,
o barulho dos raios do sol,
quebram o silencio e
invadem o vitral dos olhos.

Ha cores...

Já é dia e a noite se foi,
a vida respira o amanhecer,
se inspira nos pássaros cantantes,
transpira voos e vazios.

No vão...

Passou pelas veredas dos sonhos,
entre sustos ,anjos e demônios do sono,
desperta refeito de defesas,
caminha as claras,longe da escuridão.

Ha luz...

Trilha por entre as flores,
no tato,no cheiro
e no palato,o gosto da vida,
sem amargor...Doçura!

Ha luta...

Desconstrói o ranço do tempo,
enche-se de leveza,
levita a cada passo,
pois ainda tem ar no teu peito.

Persevera...

Caminha sob as bençãos de Cronos,
sabe-se finito e fugaz,
mas abraça o engodo,
acredita na eternidade do momento!

Feliz...

Vive e ponto!


Reginaldo

"COLHEITA"



A margar- idas,
quando Amar finda,
renascer eterniza
sempre boas novas...

Boas vindas!


Reginaldo

"PRINCÍPIO ATIVO"



Com o Tempo,
a gente,
transforma dor.

Ali via dor,
encalacrada no peito
magoando o dedo das mãos.

Aprendi a receita,
resiliente absorvi o unguento!
Um poção de tempo,
é o próprio tempo
transformador.

Fui criando casca,
proteção,defesa,
nada me aflige...

Aliviado de todo sofrer,
colho do sofrimento
o veneno pra dor.

Meus olhos tem a cor,
do céu e do mar...

Vermelho por baixo do azul!



Reginaldo

"CADAFALSO"



Passo em falso,
corpo nu,
mãos e braços,
sob os pés descalços.

No encalço,
as dores de alguém,
que a vida fez
adorno de ócio
envolto no pescoço.

Na penumbra arte
um velho colosso,
que um dia foi moço
o rosto do masso,
da foto,o estrago
não lhe permite
o ultimo trago.

Agora lembra saudoso
dos idos em fumaça,
a beira do cadafalso,
tenta seu ultimo esboço,
antes das flores e o fosso.


Reginaldo

(Ali via dor )

(Ali via dor )

O Poeta morde a caneta
como alívio pra dor,
pois a palavra é sua dura pena!

Jose Regi Poesia

"O BEIJO DA LUA"


O mar dorme no silêncio,
sob o lenço negro da noite,
a lua brilha por encanto,
só pra se namorar na flor d'água!

Narciso se olha no espelho,
o tempo maquia teu rosto,
cansado se admira
com o vento que sopra!

O corpo já não voa,
asas de chão,
caminha esguio
com a cabeça nas nuvens.

Ainda sim feliz,
dois olhos de ver o mundo
uma boca e o cheiro
da vida de frente o nariz!

Na areia da praia,
rastro de fim do dia,
imagem desconstruída
remendos,versos e poesia!

Tudo que fica vai indo,
sumindo com a noite que finda,
o espelho do tempo oculta
uma alma a deriva.

A lua não se aguenta,
e toca na água teu rosto,
Narciso se desespera
por ser da arte o esboço!

Um vulto desforme e torto!

Reginaldo

"MUTILAÇÃO"


Estou preso nas sombras do pensar,
uma ferida aberta no peito,
evidencia a violação.

O som que ouve é silêncio,
as falas são mudas
os versos nulos.

Um corpo sem alma,
casca vazia,
um oco,um eco e o ócio.

Tudo remete pra fora,
tudo sair é pouco,
sufoco,fuga!

Trancaram por fora,
o tempo roubou a chave,
sonhar já não cabe.

Sangra liberdade do voo,
pássaro sem asas
saudoso de céu.

Mudo, já não canta,
não ouve,não encanta
amarga solidão.

Mas ainda vê luz,
embora mutilação,
não lhe roubaram a visão.

Ainda voa o olhar,
até que a noite caia!

Reginaldo


"É ASSIM..."


Efêmero como um sopro
a vida se faz breve ventania,
tempestade dolorida,
que virá ser saudade e calmaria.

Lembrança vale o viver,
ter vivido,
conhecido e convivido,
vale as lágrimas,
o choro a comoção.

Vale o conforto do ombro,
o abraço
e o aperto de mão.

"Morte não é nada"

Ante o que foi plantado,
pelas flores colhidas,
matizes de cores diversas,
momentos eternos
que nem a morte por sorte
consegue apagar.

Só mudança de rota,
outro plano,
outro voo,
sem o calor do corpo,
mas com a chama da saudade
em labaredas!

Reginaldo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"SONHO DA MENINA DOS OLHOS"


Tudo ser nada,
atordoado sentir,
revirar as expectativas,
reviver ,remoçar.

De tudo ser,
e mais nada,
de todo ser encantada,
as pétalas da calêndula.

Ser por insistência,
ser na existência,
na inocência,
criança!

Colher a esperança,
a flor que desabrocha,
pra ser pouso de borboleta!

Receber o carinho do tempo,
acalento do vento
e o beijo do colibri!

Reginaldo

"FAMIGERADO"


A Fome deste que se chama amor,
insaciável devorador
de corpo ,de alma e coisas,
um dia me degustou.
Numa cama,sobre a mesa,
sem cadeira e cobertor,
corpo nu a seu dispor.
Banquete indelével,
que sabores a língua provou,
a boca que mastiga
dos olhos o amargor.
Ah ,o Amor,
este inefável sentir,
que é ,ou vira ser por vir.
Não deixa marca,nem rastros,
feridas abertas no dorso,
o coração vagabundo
acaba amando de novo.
E assim sou banquete,
na vida,por amar sem medida,
por ser presa fácil,
sem defesa e guarida.
Tenho o gosto sabor de atração,
meus rumos na sina a sorte,
não me importo de ser consumido
o amor não tem medo da morte!
O amor é por si só faminto,
da beleza dos versos,do corpo,
das curvas sem desvios,da flor,
da noite e do dia sempre igual...
E´loucura sagrada,
sacrifício profano
é chegada e partida...
Atemporal!

Reginaldo

"RETICENCIAS"


Poesia,
estado de espírito,
que o corpo capta do dia
e a alma converge em verso...irradia!
O que outros tomam como rotina
tenho como inspiração,
sou mesmo avesso
ando na contra mão.
Colho de olhar o tempo,
de passar a mão,
de sentir o vento
dos pés no chão,
Do jardim em flor,
do cheiro da terra,
do beijo no queijo
do beija flor.
Tudo ver
tudo ter
todo sentir
e assim ser...
Feliz de vez em quando,
enquanto acabam as palavras do poema,
o pensamento segue o voo!

Reginaldo

"ASAS DE VOAR PRA DENTRO"


Havia um pássaro no silêncio,
a um passo da escuridão,
havia ave noturna
no voo do coração.

Pousara na mudes dos seus pios,
do alto olhar não se via,
que o pensamento voava
no estio,entre o vão e o vazio!

Havia um louco de pedra
deste que o vento arrasta,
deixava marcas no chão
rastro por onde passava.

Um pássaro desalado,
deposto do céu caído,
soube-se agora demônio,
meio anjo ou um nada...
Uma espécie de homem Ferido!







Reginaldo